terça-feira, 26 de novembro de 2013

A sensação está ali do lado.


Por entre os medos sob os caminhos a percorrer, por entre resistências temerosas, por entre teias de aranha que não se acabavam jamais a emoldurar-me o rosto, por entre partículas de cachoeira, chuva, chuvisco, suor (de calor, de nervoso); a molhar-me, por entre certas emoções odiosas em dados momentos, levemente contidas e sem choro; por entre a pressa de chegar ao destino esperado; deparo-me e surpreendo-me com a paisagem que recebo, quando enfim chego lá.
Me surpreendi, mas por certo não deveria. Isto porque esta surpresa deveria ser encarada como costume. 
Toda a sensação da brisa da água molhando o rosto, o vento fraco mas presente gelando o corpo quente e suado, toda esta sensação; deveria estar presente quase que todo dia. Pode ser resultante de outras atividades e coisas do dia a dia que se vive, e não necessariamente de uma tarde de domingo passada caminhando em busca do destino final; em que se fugiu da rotina e ignorou-se a lei da inércia.
A natureza está ali do lado, e é ali do lado em que se pode ter tantas sensações e tantas emoções.
Preciso eu parar e sentir o que me é oferecido de bom em todas as coisas dos meus dias. 
Selva de pedra é onde eu estou, mas vejo uma folhinha ali ó... ali do lado!

Por entre tudo isto, lembrei desta: 


Tenham lindos dias, e muitas sensações lindas, boas e especiais.
Deus nos abençoe!


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